A definição de conhecimento como crença verdadeira justificada exclui outras formas de conhecimento que não sejam a ciência
0 comentários Postado por escritos filosóficos às 10:46A definição de conhecimento como crença verdadeira justificada exclui outras formas de conhecimento que não sejam a ciência
Definitivamente, o conhecimento científico é um conhecimento empírico aposteriori, e não a priori. Penso que há uma grande possibilidade de partir para a busca do conhecimento que não venha a ser necessariamente em bases científicas. O conhecimento como causa de uma crença verdadeira justificada, poderia, ou pode, se fundamentar em bases científicas, mas o que falar, por exemplo, de dogmas ditos por conhecimentos incontestáveis? No caso da filosofia da ciência em contraposição com a filosofia da religião podemos sustentar uma grande oposição de ideais, onde o conhecimento científico não adere ás crenças religiosas para a explicação de fatos contestados pela própria ciência, por isso penso que há outras formas de conhecimento que não sejam necessariamente em bases científicas. Claro que as teses científicas procuram expor uma clareza necessária. Observamos a filosofia cartesiana, onde se procura o método exato onde não há a possibilidade de qualquer erro, procurando-se o conhecimento exato e verdadeiro, como é também o caso da lógica matemática.
O conhecimento científico, penso eu, não pode ser tomado como o conhecimento supremo, pois a ciência não é permanente, ela muda, pode vir outra teoria e derrubar uma que está em evidência. Portanto, a definição de conhecimento como crença verdadeira justificada Não exclui outras formas de conhecimento que não seja a própria ciência.
AS DIVERSAS MANEIRAS DE CONHECER A RELAÇÃO SUJEITO/OBJETO
0 comentários Postado por escritos filosóficos às 10:45A teoria do conhecimento investiga as maneiras e as relações estabelecidas entre o conhecimento humano. No processo do conhecimento temos a relação entre sujeito e objeto, e pelo que podemos observar com as várias leituras de muitos filósofos que se debruçaram, ao longo da história, sobre a questão da relação sujeito objeto, dentre tal relação o conhecimento independe do sujeito, pois todo conhecimento visa o objeto.
Creio como expõe muito bem Hesserl em seu livro Teoria do Conhecimento Investigações fenomenológicas complementar, que essa relação se torna complementar, pois a relação do conhecer é a própria relação entre sujeito e objeto.
Porém o problema do conhecimento humano vai muito mais além,. Podemos nos perguntar se é possível realmente conhecer o objeto apresentado em sua real existência, ou, qual a possibilidade e os limites do conhecer? Kant, com seu fenomenismo crítico, ao tentar elevar a metafísica à condição de ciência procurou resolver essa questão, na Crítica da Razão Pura, com a filosofia transcendental.
Diante dos mais variadas maneiras e teorias do conhecimento, o fato é que todos levam ao conhecimento de algo, independente da maneira ou modo. Contudo, podemos dizer que todas as formas acabam se complementado, pois não há conhecimento sem a relação sujeito/objeto. A grande questão é como se configura o conhecimento humano. Podemos citar aqui, em relação ao que percebi em relação à leitura do livro e também à leituras e pesquisas complementares, é que muitas teorias procuram responder a tal questão: o racionalismo, o empirismo, o criticismo, o ceticismo, o dogmatismo, o intelectualismo, e assim por diante, porém todas elas, por mais antagônicas que sejam, acabam complementando-se, pois como já exposto não há conhecimento sem pensar a relação sujeito/objeto
A revolução científica a partir de Copérnico, mexe com as bases da igreja.
Assim como Copérinico acreditava que o modelo matemático seria a chave para compreensão do universo. Descartes acreditava nessa afirmação, via na matemática e na geometria o modelo capaz de nos levar a verdadeira compreensão do universo. Contudo, o pensamento aristotélico-ptolomáico na época era muito forte e como sabemos ouve algumas reações contra a refutação o modelo aritotélico-ptolomáico. O que percebemos é que com a chegada do racionalismo através de Descartes, não adiantava mais procurar respostas nos livros de Aristóteles, interpretar o universo somente através dos livros aristotélicos, a grande questão era a demonstração, a prática e não mais a teoria, e como sabemos, Galileu também busca a demosntração nos moldes da matemática, não que refutassem toda a filosofia de Aristóteles, mas havia uma maior necessidade de saber demonstrativamente como se dá a organização do universo. A ciência racionalista a partir de Descartes e Galileu, não é mais um saber a serviço da fé, mas procurar alicerçar-se em razões diferentes da fé.
Descartes ao propor um novo método, procura salientar a não aceitação do que é pasivo de dúvidas, procurava um método onde o erro não se configura. Com efeito, a dúvida medótica procura essa superação fundamentando na matemática como método eficaz e exato.
Olá mentes pensantes!
Vamos refletir um pouco sobre a questão da racionalidade científica na era moderna, atrentando, pois, na reflexão cartesiana de ciência.
Percebo que a modernidade científica e filosófica a partir do século XVI fundamenta sua busca pela verdade eficiente nos moldes matemáticos. Podemos observar nesse periodo os questianamentos e a "rebeldia" de alguns pensadores em realção à igreja que procurava explicações nos moldes da fé. O racionalismo científico da idade moderna rejeita a lógica aristotélica como condição suprema de fundamentação teórica da busca por uma verdade absoluta, não cabe mais as leituras aristotelicas do universo, mas sim a teoria matemática como metódo capaz de atingir verdades até então inquestionaves.
O mais interessante, é que com a nova maneira de pensar a igreja como detentora do poder na época, sente uma forte reação com a perda da autonomia religiosa. Sinal disso foram o surgimento dos jesuítas um pouco antes da revolução científica, como uma reação à nova "revolução", ou , ao racionalismo.
A QUESTÃO DA INTENCIONALIDADE E A ANÁLISE DA AFIRMAÇÃO “VAMOS AS PRÓPRIAS COISAS” EM HUSSERL.
0 comentários Postado por escritos filosóficos às 10:38A questão da intencionalidade e a análise da afirmação "vamos as próprias coisas" em Husserl.
Antes adrentarmos diretamente na questão proposta, penso ser pertinente, com relação ao tema, uma abordagem do pensamento de Kant referente ao fenômeno.
Sabemos que Kant seguia uma linha fenomenista, ou, fenomênica que se diferencia da fenomenologia de Husserl, sendo duas abordagens, digamos, com objetivos parecidos, porém linhas diferenciadas.
Kant dizia que nós não conseguimos atingir o verdadeiro conhecimento da coisa em si, a essência do objeto, se conhece somente o fenômeno, ou seja, a aparecia.
Ao distinguir a questão do fenômeno, podemos observar em Kant uma dualidade permanente. Kant vê o objeto à esfera fenomênica no sentido de aparência, ou seja, existe o fenômeno que só é cognisivel pela aparência e a coisa em si (números).
Segundo a visão kantiana, não há como conhecer a coisa em si, não existe a possibilidade de chegarmos à essência do fenômeno. Kant parte de uma esfera fenomenista ficando apenas com a aparência do fenômeno, enquanto Husserl parte da fenomenologia, atingindo a essência.
Husserl propõe uma nova maneira de abortar o estudo do fenômeno em relação à consciência, é preciso voltar-se para o objeto, ao mundo real. Desse modo parte da intencionalidade, conceito derivado de Brentano e se inspirado na escolástica. Com a intencionalidade a consciência é tomada do ponto de partida intencional, diretamente para o fenômeno, vista como uma medita definidora da consciência na medida em que está voltada diretamente para o objeto, é a velha questão colocada por Husserl: "toda consciência é consciência de algo".
Essa questão parte da inter-relação entre a consciência e o real, é a relação entre a consciência é o mundo já construído visto que esse mundo, ou, o objeto só adquire sentido enquanto objeto da consciência.
O caráter intencionalidade é central na fenomenologia, pois trata da consciência centrada no objeto, no voltar-se para as próprias coisas. Com efeito, Husserl vai alem da visão kantiana que olha o fenômeno como simples aparência, e objetiva a verdadeira essência do objeto.
A fenomenologia como um método investigativo
0 comentários Postado por escritos filosóficos às 10:35A fenomenologia objetiva o estudo do objeto como ele se manifesta na sua rigorosa realidade, livre de qualquer mistura.
Husserl poderia ter se aventurado pelos sistemas filosoficos de Aristóteles, Spinoza, Descartes, Liebnez ou Hegel, porém uma das razões para que Husserl usase o método da fenomenologia era o desejo de isolar a doutrina do conhecimento do psicologismo que analisava o va,or o conhecimento pelas sensações. Com a fenomenologia Husserls descobre que reduzir todo o conhecimento à experiência sensorial, como fizera o empirismo, seria totalmente inviável.
Aplicando tal metodo Husserl refuta a doutrina gnosiológica do empirismo imanentista. A proposta fenomenológica é a transfomação da filosofia em umja ciência rigorosa.
Creio pertinente discutirmos um pouco mais a questão da crítica husserliana ao psicologismo, apesar de que estamos frente a uma problemática muito complexa, pois a filosofia de Husserl exige muitaaas leituras e horas de dedicação para superarmos as dificuldades de compreenção.
A critica ao psicologismo rendeu a Husserl, ao meu ver, uma grande base teorica para a sustentação da fenomenologia. A psicologia, vista como ciência empirica do conhecimento é uma oposição à ciência normativa, como por exemplo a lógica. Essa diferênça entre ciência empírica e ciência normativa está no fato de que para Husserl não há como atingir a universalidade da verdade sem a lógica.
Pelo que pude entender das leituras que tenho feito de Husserl, é que as leis da lógica dão sustenteção para as demais ciências, ou seja, não há como fundamentar a lógica na psicologia como ciência empírica sem se ater às leis da lógica. Sem a lógica seria impossível atingir a universalidade da verdade, segundo me parece. Husserl acreditava que o psicologismo não consegue responder como o sujeito alcança com certeza e evidência o que lhe é exterior.
Já ao naturalismo, tendência-se a afirmar que tudo é natural, nega-se a dualidade entre subjetividade e objetividade e afirma que a única realidade é a natureza.
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